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Paixão-Coaching, o blog

Posts sobre Coaching e Treino Desportivo



Quinta-feira, 29.11.12

Quando a ansiedade se transforma em medo

O medo é uma emoção básica que habitualmente é conotada negativamente pela sociedade ocidental. Não obstante, se analisarmos o seu mecanismo de funcionamento nos mamíferos e nos humanos particularmente, verificamos que estamos efetivamente muito bem equipados. O medo aparece como resposta a uma determinada ameaça, o que provoca uma descarga de adrenalina no nosso corpo e o prepara instintivamente para uma das seguintes situações:

 - Fuga,

 - Luta,

 - Bloqueio

Qualquer delas pode ser eficaz dependendo da situação. Assim, caso a ameaça seja superior aquilo que é a perceção das nossas reais capacidades de enfrentamento, o melhor será fugir. Por isso para estar preparado para fugir, quando você sente medo os músculos quadricípites das suas coxas ficam mais tensos devido à descarga de adrenalina que os prepara para a acção. Esta acção também pode ser em forma de luta quando se tem a perceção de conseguir enfrentar a ameaça.

Algumas vezes a escolha recai sobre a forma de bloqueio. É instintivo e acontece geralmente para nos permitir analisar a situação e depois decidir se lutamos ou fugimos, ou ainda na esperança de que a ameaça termine.

A ansiedade que todos nós sentimos quando nos preparamos para uma determinada atividade, seja um exame na escola, uma entrevista para um novo emprego, a participação numa competição desportiva ou qualquer outra situação onde se tenham espectativas elevadas e não exista um conhecimento da realidade que se vai encarar e daquilo que são as nossas reais capacidades para enfrentar esse desafio pode tornar-se em medo.

O problema aqui é que a ameaça não existe, é você que a cria na sua própria cabeça.

Um dos meus clientes de coaching referia-me que quando ia para competições o medo dele era desiludir o treinador. Nós trabalhamos sobre o assunto por forma a desenvolver a coragem para enfrentar os seus próprios medos:

1º, aceitando-se como é e reconhecendo a sua própria ansiedade;

2º, com exercícios específicos para criar uma robustez mental adequada à situação;

3º, criando situações que lhe permitiram desenvolver um grau de autonomia e,

4º, de auto-responsabilização para poder definir os seus próprios objetivos e ,

5º, viver as vitórias e derrotas com naturalidade num processo de crescimento pessoal e desportivo.   

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por ppmiguel às 16:13

Quinta-feira, 22.11.12

Dialogo interno ajuda a criar um campeão

Estudiosos das neurociências sugerem que nós possamos ter entre 60 a 80.000 pensamentos por dia. Esses pensamentos ou forma como nós conversamos connosco mesmos são também conhecidos como o dialogo interno. As pessoas de sucesso em qualquer área têm um dialogo interno marcadamente constituído por pensamentos positivos e acreditam que as dificuldades ou os pequenos obstáculos que se colocam à nossa frente são um meio necessário para desenvolvermos as nossas capacidades. Afinal todas as contrariedades podem ser superadas.

Para se conseguirem novas conquistas é muitas vezes necessário implementarem-se novas metodologias de trabalho ou chamar gente nova para as nossas equipas. Começar um novo programa ou simplesmente reestruturar velhos hábitos pode ser benéfico para que se consigam alguns ajustamentos e se produza a mudança necessária que conduza à nova meta ou à nova conquista.

Você é um conquistador, ou pretende conquistar novas metas. Saiba que terá que realizar algumas mudanças. Essas mudanças começam inicialmente na sua cabeça, nos seus pensamentos e na forma como encara esse mesmo desafio.

  - Quais são as mensagens que dá a si mesmo?

Nos momentos de tensão, quando adrenalina está ao máximo, por exemplo em situação competitiva ou quando você tem aquela reunião importante para conseguir o emprego de sonho, ou um contrato importante, o que diz a si mesmo(a)?

  - Qual é o seu dialogo interno nesse momento?

Saiba que é muito normal que exista uma voz na sua cabeça a dificultar-lhe o caminho. É aquela voz que vê as dificuldades em vez de oportunidades. É aquela voz que gosta de manter o status-quo e não gosta de mudanças. É normal, é apenas a reatividade à mudança.

Essa vozinha interior pode ser contrariada e isso treina-se tal como  qualquer atleta treina a sua resistência, força ou técnica.

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por ppmiguel às 20:16

Quinta-feira, 15.11.12

Falar dos Outros

Um dos passatempos favoritos de algumas pessoas é “falar dos outros”. Todos os fazemos em maior ou menor medida e é algo necessário para o desenrolar das mais diversas atividades. Quando os professores estão em reunião de avaliação de alunos terão que falar sobre esses mesmos alunos. Os gestores de empresas e organizações também necessitam muitas vezes de falar sobre as capacidades ou qualidades das pessoas com quem trabalham.

Falar dos outros pode ser um meio de criar laços, de valorizar o outro e o próprio emissor quando a opinião emitida tem em vista a busca das melhores capacidades que se conseguem deslindar e observar.

Já a crítica corrosiva e a construção de boatos são maus para quem pretende estabelecer uma boa comunicação e manter um bom ambiente, para além de serem um péssimo ingrediente que pode afetar a auto-estima. Tenha isto em atenção quando emite opiniões sobre outros.

Lembre-se que a realidade é a sua realidade. Portanto, quando emite opinião sobre outros, questione-se sobre quanto é que isso tem efetivamente a ver com outros ou consigo mesmo(a).

Já quando se pretende modificação de comportamentos de pessoas com as quais tratamos diretamente e é necessário efetuar criticas, estas devem ser feitas sempre ao modo como a pessoa se comporta. Não classifique a pessoa. Expresse os seus sentimentos e o seu desagrado quanto às atitudes e comportamentos. Vai ver que consegue mais facilmente o que pretende do outro e não afeta a relação interpessoal.

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por ppmiguel às 15:19

Sexta-feira, 09.11.12

Como canalizar as emoções

Nas mais diversas atividades o nosso estado emocional é um fator determinante. Os melhores atletas, os lideres mais influentes e os gestores de equipas de elite sabem isso perfeitamente e utilizam as suas emoções para potenciar as suas ações e atingir os resultados que pretendem.

As emoções básicas são seis, a alegria, a surpresa, a tristeza, o aborrecimento, o asco e o medo. Elas podem manifestar-se com maior ou menor grau e combinadas entre si, sendo que alguns autores e estudiosos da matéria referem que possam existir até 3mil estados emocionais. Uma vez que estejamos vivos, não há portanto como não estar em algum estado emocional.

Dependendo da situação ou do contexto, o nosso estado emocional pode ser deveras alterado e algumas pessoas ficam reféns desse mesmo estado perdendo o controle e não conseguindo efetuar uma adequada gestão emocional. Outro tipo de pessoas parecem ter recursos de sobra para lidar com as mais diversas situações. Também há quem nem sequer se dê conta do seu próprio estado emocional ou escolha ocultar as emoções como se fosse possível armazenar em algum recipiente ou colocar debaixo do tapete.

Nestas situações, mais cedo ou mais tarde a carga acumulada leva a que o recipiente tenha uma explosão (ou implosão, quando engolimos as emoções).

  - E você? Como faz a gestão das suas emoções?

  - Quer ser um mestre na arte de gerir as emoções como José Mourinho ou como Roger Federer?

Saiba que tal como outras habilidades ou capacidades, também a capacidade para gerir e utilizar as emoções a nosso favor pode ser treinada. Um bom Psicólogo ou um bom Coach com formação em Inteligência Emocional pode treiná-lo(a) para utilizar de forma adequada as suas emoções para que atinja os seus objetivos e alcance todo o seu potencial.

 

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por ppmiguel às 15:53

Sexta-feira, 02.11.12

Desafios e Oportunidades Anti-crise

Nestes tempos de alguma agitação social devido especialmente à tão badalada crise, parecem multiplicar-se as necessidades de algumas pessoas. Em situação de crise qualquer que ela seja, muitas das vezes sobem à tona os nossos instintos mais básicos. Ficar sem alimentação básica ou sem poder pagar a prestação da casa pode ser um cocktail deveras explosivo para quem está sujeito a essas situações.

Neste momento parece ser o caso de imensas famílias portuguesas. A situação é dramática, mas tal como em todos os casos de dificuldade, pode ser o estimulo perfeito para se reforçarem laços de entreajuda e cooperação rumo a um futuro mais risonho. As famílias podem unir-se para superar as suas dificuldades, conversando mais, compreendendo-se melhor e remando todos no mesmo sentido. Os amigos podem continuar a reunir-se e apoiar-se mutuamente. As empresas e os diferentes tipos de organizações podem ter uma atitude proactiva e motivar os seus colaboradores para superar as dificuldades como desafios a vencer em vez de ver apenas as ameaças. A classe politica, espera-se que dê bons exemplos e que passe a fazer parte da solução e não de mais problemas.

Nesta fase, talvez seja importante saber redefinir objetivos e prioridades. Se colocarmos toda a nossa atenção na crise económica, certamente a nossa qualidade de vida vai diminuir. Se dedicarmos muito tempo a ver telejornais o mais certo é darmo-nos conta das dificuldades. Não obstante, é geralmente em momento de dificuldades que conseguimos dar o nosso melhor e encontrar capacidades que desconhecíamos precisamente por não terem sido colocadas à prova.

Você está em momento difícil, a sua vida está complicada. É o momento ideal. Tem mais tempo livre, dedique-se, planeie. Aquele negócio que você sempre quis ter. Aquela habilidade ou aquele curso que você pretende realizar. Vamos a isso!!

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por ppmiguel às 14:52


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